Uma noite diferente entre amigos

Passamos anos a dar-nos como amigos, não pensava que fosse possível ter algo mais contigo, mas o destino encarregou-se de mudar tudo! Talvez por termos o coração despedaçado por outros e todo o apoio que procuramos nos braços um do outro, talvez tudo isso nos tenha levado a encontrar algum tipo de consolo.

Foram centenas de mensagens trocadas durante vários meses, e até que chegou o dia em que te ofereceste para vir a minha casa, eu preparava o jantar e tu levavas o vinho, nada de mal podia ser visto nesse campo, pensei para mim! Mas depois de muita conversa, comida e claro que não podia deixar de ser, o vinho, aquele vinho tinto que me deixou a cabeça a andar às voltas e que talvez me tenha dado coragem para fazer o que queria há tanto tempo.

Estávamos na sala, a ver televisão não me recordo do que estava a dar mas algum filme que não tinha grande interesse para nenhum dos dois, aliás todo o jantar foi um pequeno pretexto para que me pudesses ver mas eu não sabia, estava na minha santa ignorância a falar e contar-te histórias e mais histórias, algo que talvez seja o meu maior problema, falar demais…

Foi então que de repente, no meio de um ataque de cócegas ganhamos coragem e demos o primeiro beijo, senti o meu corpo a tremer e as tuas mãos a passearem pelo meu corpo, o que me deixou ainda mais excitada. A tua língua finalmente juntou-se a minha, e numa dança entre dois membros, fiquei finalmente a saber o teu sabor e como era o teu toque.

O primeiro beijo terá sido provavelmente estranho, durante tantos anos vi-te como um amigo e nada mais que isso, e numa questão de minutos tudo isso mudou, deixaste-me confusa e sem saber o que dizer, sim eu fiquei sem palavras e tu ficaste aparvalhado sem saber o que dizer, então o melhor foi mesmo fumar um cigarro e simplesmente ignorar o que tinha acontecido! Mas não conseguimos talvez a lei da atracção fosse mais forte! O cigarro foi fumado entre dentes e talvez inalado demasiado rápido, mas pior ainda foi o vinho que num só gole foi bebido, voltei a sentir o meu corpo a pedir por mais, queria sentir mais do teu sabor, sentir o teu cheiro e o teu corpo contra o meu… Mas será que sentias o mesmo?

A minha resposta não tardou, fugi para o quarto e tu vieste atrás, entre beijos molhados, mãos a percorrerem o corpo e excitação à mistura, os nossos corpos voltaram-se a encontrar finalmente, a discussão começou com a luz acesa ou luz apagada, “mas eu não quero a luz acessa, quero tudo às escuras, gosto mais assim!” foi o que te disse mas a realidade é que estava insegura sobre o meu corpo e não sabia como irias reagir. Acho que essa parte não interessou pois enquanto me beijavas, as tuas mãos percorreram o meu corpo à procura da parte de baixo do top para que mo pudesses tirar, tal como eu quis sentir o teu corpo colado ao meu. Mal sabia o que advinha para o resto da noite!

Cada vez que fecho os olhos sinto a tua boca na minha, a tua língua sabia perfeitamente o que fazer com a minha, o entrelaçamento deu-se e com isso o teu pénis ficava cada vez maior e eu cada vez mais molhada, só te queria sentir dentro de mim, mas tiveste que sofrer um pouco… Não te fiz sexo oral, não sei de quem foi a culpa mas as minhas mãos acariciaram-te e tu ficaste satisfeito, mas mesmo assim a tua boca vinha sempre de encontro à minha, finalmente o meu corpo estava nu, as minhas mamas estavam rijas e tu sentiste-as, os beijos pelas costas vieram e o arrepio era cada vez maior!

Uma noite diferente entre amigos

A penetração deu-se algum tempo depois. Não estava a cronometrar nem sei quanto tempo depois foi isto, os minutos e as horas foram-se passando e tu simplesmente fizeste-me sentir coisas que pensava já não ser capaz.

Provavelmente, o misto de excitação e vontade de ser penetrada deixou-me assoberbada com sentimentos, mas aquela primeira vez foi assim qualquer coisa, agarrei no teu pénis e mostrei-te o caminho que tinha que ser percorrido. Foi então que te senti completamente erecto, a ponta do pénis penetrou a minha vagina e comecei a ficar arrepiada e com o coração os pulos. Quando estava todo lá dentro senti-te ainda maior, se é que isso era possível, as tuas mãos continuaram a percorrer o meu corpo e as minhas pernas interligaram-se no teu corpo, naquele momento foste só meu! Os beijos esses eram cada vez mais molhados e cada vez me senti mais atraída por ti, os beijos no pescoço que me destes deixaram-me ainda mais excitada… Não queria parar e tu também não mas as posições foram passando e finalmente veio o orgasmo, senti o meu corpo a apertar e ao mesmo tempo a relaxar, mas não era normal pois este tipo de orgasmo não sentia há muito tempo mesmo, as tuas mãos desceram até ao meu clitóris e continuaste mesmo estando a sentir um orgasmo, continuaste até que senti outro e outro, mas o engraçado é que estavas apenas a concentrado em mim, e quando chegou a tua altura percebi que também estavas a sentir o mesmo que eu… Gritaste o meu nome e gemeste, hmmmm o doce gemer de sentir um orgasmo, o teu corpo ficou contraído durante alguns segundos e depois libertou-se, dando o néctar final!

Não sabia o que dizer nem como agir depois disto, apenas levantei-me da cama, agora sem vergonha, nua, e fui à cozinha tinha que comer levaste todas as minhas energias, precisei de algo para matar a fome que tinha, foi então que apareceste, encostaste a cabeça na ombreira da porta e ficaste a olhar para mim, como quem tinha acabado de descobrir um diamante em bruto.

“Tens fome?”- Perguntei, sorriste e disseste que sim.

“Arranjo-te uma tosta mista para comeres?”- Acenaste que sim e agarraste num cigarro para fumar!

Ficamos em silêncio, a fumar e a comer e novamente a fumar, estava cansada mas o meu corpo parecia querer a experiência novamente, foi então que ao morder o lábio percebeste a mensagem não falada que te transmiti.

Levantaste-te da cadeira e deste-me um beijo, nada de sexual apenas um beijo e foste para o quarto, segui-te e não sabia se íamos apenas dormir, talvez fosse isso, não quis perguntar, parecia que as palavras tinham desaparecido.

Estavas deitado na cama, desta vez a única luz que entrava era a da lua, a noite já estava longa mas mesmo assim não foi isso que nos parou. Sentei-me na ponta da cama, começaste por me beijar as costas enquanto as tuas mãos sentiam as minhas mamas, que depressa deram sinal de excitação, não conseguia controlar os mamilos estavam completamente erectos. Sentaste-te atrás de mim, nu e continuaste a beijar-me o pescoço.

Queria-me mexer mas não conseguia, apenas a minha mão acompanhou a tua cabeça e lentamente foi descendo, senti os teus mamilos que também estavam rijos, não consegui deixar de reparar que tinha algo grande e erecto ao fundo das minhas costas! Era o teu pénis, agarrei-me e ainda brinquei um pouco com ele, agarrei suavemente e ia fazendo movimentos verticais, sentia a tua respiração a aumentar e sabia que estavas ficar louco de tesão.

Deste-me um beijo molhado, mas continuava de costas para ti, num ápice fiquei de frente para ti, e a excitação era cada vez maior, foi então que ficamos frente a frente, deitei-te em cima da cama. Estava sentada em cima de ti, a tua erecção era sentida e por isso quis senti-la entre as minhas mamas, consegui e isso ainda te deixou mais cego. Foi então que o agarrei e meti-o completamente dentro de mim, voltaste a gemer e eu ainda cavalguei mais um pouco para te dar ainda mais tesão; As tuas mãos continuaram a percorrer o meu corpo, as minhas mamas foram arranhadas, assim como as minhas costas, mas do que gostaste mesmo foi de te ter pedido palmadas, “dá-me com mais força, não tenhas medo, exclamei!”.

Os teus beijos tornaram-se mais e mais intensos, estavas cego de excitação e a única coisa que quiseste mesmo foi sentir-me, a esta altura os dois corpos já estavam mais do que suados e colados, mas não era isso que interessava. Não interessou durante horas e horas, os orgasmos vinham uns atrás dos outros e nada nos parou, os teus gemidos eram cada vez mais intensos e eu não me aguentava gritava cada vez mais, mas depois tivemos que parar e a única razão foi a exaustão depois de sete horas de exercício puro e duro! Foi naquela noite que perdi a vergonha de estar nua à tua frente e que descobri que queria que houvesse muitas mais repetições, porque desejo e sexo assim não arranjamos em qualquer lado, o encaixe tornou-se perfeito! Será que voltamos a repetir?

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